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"Do Atlântico às Antilhas: O Caso da Trinidad"

  por Jo-Anne S. Ferreira

Traduzido por Miguel Vale de Almeida
Islenha 19 (June to December 1996): 95-107

Os imigrantes portugueses para a Trinidad foram os primeiros a chegar às Antilhas. A maior parte emigrou no século XIX, a partir das províncias portuguesas atlânticas dos Açores e da Madeira, bem como das Ilhas de Cabo Verde. Já em 1630 um grupo de portugueses na Trinidad, e alguns judeus sefarditas, vieram para a ilha no século XVIII2. Os Madeirenses constituíram sem dúvida o maior contingente de imigração portuguesa, tendo constituido a maioria dos antepassados da pequena comunidade portuguesa da Trinidad. Vieram originalmente em busca de trabalho nas plantações de cacau e cana-de-açúcar e por razões religiosas.

Em 1834, ano da abolição da escravatura (uns quatro anos antes da libertação completa dos escravos africanos), os primeiros trabalhadores portugueses chegaram à Trinidad vindos não da Madeira mas da ilha açoreana do Faial. Nesta época, visto que a escravatura estava prestes a acabar, os carregamentos de escravos, antigamente numerosos e regulares, terminaram, e era cada vez maior a necessidade de encontrar fontes de mão-de-obra segura e abundante. Um grupo de marinheiros sem escrúpulos, conhecedores do apuro económico dos agricultores desesperados e, conseqüentemente, conscientes do lucro que poderiam obter com aquela situação, encorajaram a entrada ilegal na Trinidad de vinte e cinco açoreanos pobres do Faial. Em menos de dois anos, estes trabalhadores, bem como muitos outros que se lhes seguiram, desacostumados às condições e ao tipo de trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, morreram sem deixar rasto na Trinidad, excepto duas petições endereçadas em 1835 ao governador da ilha no sentido de regressarem aos Açores.

Quando novas leis de imigração entraram em vigor em 1838, os agricultores mandaram vir mão-de-obra dos Estados Unidos, das várias ilhas das Antilhas Ocidentais, e ainda da África Ocidental. Falhada esta tentativa, recorreram a trabalhadores europeus que vieram da França e da Alemanha, entre outros países. Os ordenados supostamente altos constituíram a principal atracção, mas esta tentativa tãopouco resultou.

No início do século XIX, a Madeira atravessava uma forte crise económica e social. O comércio do vinho, base da economia da ilha, estava em declínio. Os desastres naturais levaram à fome, ao abandono de vinhedos e ao desemprego em massa. Estes factores, assim como o sobrepovoamento, reduziram o nível de vida, pelo que, para muitos, a emigração foi uma questão de sobrevivência. A situação foi agravada pela tensão religiosa resultante do surgimento dum grupo de convertidos presbiterianos numa ilha tradicionalmente católica.

Duas vagas de madeirenses, portanto, emigraram para a Trinidad a partir de 1846 e por razões muito diferentes. Até certo ponto, ambos os grupos eram refugiados - um grupo composto de camponeses vitimados pela ruína da economia madeirense, e o outro composto por protestantes fugindo à perseguição religiosa.

A partir da década de 1830, grupos de madeirenses começaram a emigrar para Demerara (Guiana Britânica), e os agricultores e os operários sob contrato consideraram esse empreendimento benéfico e satisfatório para ambas as partes. Quando alguns plantadores de cacau da Trinidad solicitaram ao governador ajuda para as suas plantações, os governos da Inglaterra e de Portugal permitiram a emigração madeirense para a Trinidad, já que haviam reconhecido o relativo sucesso da experiência de Demerara a partir de 1835, e isto apesar duma taxa de mortalidade bastante elevada. Acharam provável que os camponeses madeirenses, acostumados à viticultura e a algum cultivo de cana-de-açúcar, pudessem adaptar-se às fazendas de cacau.

No entanto, foram os donos das fazendas de açúcar e não os das plantações de cacau que fretaram, por sua livre iniciativa, o Senator, o navio que transportou os primeiros 219 imigrantes madeirenses contratados. Chegaram à Trinidad o 9 de Maio de 1846, onze anos depois da chegada dos faialenses. Contrariamente às cláusulas governamentais originais, foram colocados nas áreas rurais em fazendas de cana-de-açúcar - mais rentáveis mas mais rigorosas que as de cacau. As condições nas fazendas de cana-de-açúcar, sob o intenso sol tropical, revelaram-se esmagadoras para os portugueses. Vários dentre eles faleceram e outros mudaram-se para as fazendas de cacau, mais protegidas, ao passo que outros abandonaram definitivamente este tipo de trabalho braçal, e viraram-se para o mundo do comércio lojista. A lei não obrigou os portugueses a permanecerem sob contrato. Do ponto de vista da Trinidad, a Madeira não constituiu uma fonte viável da mão-de-obra, e depois de 1847, a imigração portuguesa não foi considerada como uma solução possível para a situação difícil dos agricultores. Dois grupos de trabalhadores asiáticos sucederam aos madeirenses - os chineses e os indianos; estes últimos começaram a emigrar para a Trinidad um ano antes, em 1845, e continuaram a fazê-lo aos milhares até 1917.

As contratações cessaram em 1847, mas os madeirenses continuaram a emigrar para a Trinidad até ao nosso século, sobretudo para se juntarem a outros portugueses, familiares ou negociantes, já estabelecidos na ilha. Embora essa imigração fosse esporádica e em pequena escala, o consulado honorário de Portugal em Port-of-Spain conseguiu conservar alguns registos de imigração, com pormenores relativos à proveniência e filiação dos imigrantes.

Neste contexto, vale a pena referir também a emigração das Ilhas de Cabo Verde. Devido à fome de 1856, a emigração foi permitida. Os fazendeiros antilhanos acolheram-os mas menos de 100 imigrantes chegaram à Trinidad e em 1856 foi posto fim à imigração. Como a maioria desses imigrantes eram de origem africana, não se sabe se se integraram na comunidade portuguesa.

Dos dois grupos madeirenses do século XIX, os protestantes geraram quer a simpatia quer a hostilidade de vários autores contemporâneos. Apelidados de «esta gente interessante» por um autor3, os refugiados, ou exilados, foram objecto de forte escrutínio pela simples razão das suas especificidades sob vários aspectos. Em primeiro lugar, eles representavam como que uma aberração socio-religiosa na Madeira. Antes e depois da sua partida, foram motivo de acesos debates e discussões. Em segundo lugar, e do ponto de vista da Trinidad, eles foram os primeiros refugiados religiosos a serem acolhidos e, históricamente, constituíram uma minoria dentro da minoria lusófona. Finalmente, muitos deles re-emigraram em massa - e em condições difíceis - para os Estados Unidos. Conseqüentemente, há suficientes fontes escritas a partir das quais se pode obter mais do que um simples olhar curioso sobre as suas origens e destino, embora tanto as fontes como a memória estejam hoje enterradas e esquecidas até pelos descendentes dos presbiterianos portuguesas nas Caraíbas, América do Norte e outros lugares.

Os convertidos protestantes foram conduzidos pelo cirurgião e farmacêutico Robert Reid Kalley, um médico missionário da Igreja Presbiteriana da Escócia, originalmente um ateu.4 A sua paixão como missionário era a China, país que ele nunca esqueceu, mas «a frágil saúde de Margarida, sua esposa, não lhe permite o intento e os colegas recomendam-lhe a ilha da Madeira, um pequeno paraíso de clima suave.»5 Os Kalley chegaram ao Funchal em 1838; mais tarde o médico-missionário foi ao continente para aprender a língua portuguesa e obter a licença de exercício da medicina em Portugal. Ao princípio, Kalley foi benvindo por todos, desde o Bispo - que viria a ser seu amigo - até ao povo. Com os seus próprios recursos abriu um dispensário, um pequeno hospital de doze camas, um consultório e uma farmácia. A sua acção de beneficência estendeu-se à esfera da educação, tendo estabelecido várias escolas primárias, diurnas para crianças e nocturnas para adultos, escolas essas que funcionaram em choupanas no Funchal e em quintas no campo, sobretudo em aldeias como Santo da Serra, Machico e São Roque. Um total aproximado de 2.500 madeirenses inscreveram-se nas escolas domésticas de Kalley.

As autoridades apreciaram, ao princípio, as contribuições filantrópicas no campo da medicina e da educação, pela ajuda prestada aos pobres ao nível da saúde e da alfabetização. Mais tarde, porém, quando a sua pregação a milhares de pessoas, ricas ou pobres, levou a conversão de vários madeirenses à fé evangélica, «o bom doutor inglês» e «o santo inglês» acabou por ser apelidado «Aquele Lobo da Escócia». Não foram só a explicação e a exposição das Escrituras e o cântico dos hinos evangélicos que atraíram tanta gente de tantas proveniências, mas «igualmente aquele homem cuja maneira de viver dava autoridade à sua mensagem e testemunhava do poder de uma vida dedicada.6 Mas a conversão de fiéis também viria a provocar a ira da hierarquia e dos guardiões da tradição.

Em 1843, cinco anos depois da chegada dos Kalley, começaram as detenções. Nesta ilha católica, os adeptos madeirenses de Kalley encontraram muita hostilidade e intolerância. Não podiam possuír nem ler a Bíblia Sagrada, a mesma edição aprovada pela Raínha Dª. Maria II para uso nos Açores - era um «crime de heresia», punível com a excomunhão e/ou a deportação. Os «hereges calvinistas» ou «os bíblias» «eram fugitivos numa terra que era a sua própria terra, e perseguidos na sua ilha natal.»7 Kalley foi preso por um período de seis meses durante o qual o Rev. William Hepburn Hewitson chegou à ilha para uma estadia de um ano (sem ter tido qualquer contacto anterior com Kalley), possibilitando assim continuar o trabalho de Kalley onde este o havia largado; o seu trabalho foi «limitado por decreto» (só um farmacêutico podia exercer farmacologia) e o seu ensino foi «proíbido por lei»; a sua pregação também foi banida.

Por fim Kalley e vários recém-convertidos foram forçados a pedir asilo no estrangeiro, após repetidos episódios de violência e provocação. Segundo Testa:

«os incidentes na Madeira coincidiram com um plano inglês de recrutar trabalhadores para Trindade, Antigua e St.ª (sic) Kitts, nas Antilhas Menores. Barcos ingleses, à procura de trabalhadores, tocavam os portos dos Açores e atracavam no Porto do Funchal, Madeira, no mês de Agosto.»8

O primeiro grupo de 197 refugiados viajou no navio William, de Glasgow, tendo chegado a Port-of-Spain (a capital da Trinidad) no dia 16 de Setembro de 1846, apenas 4 meses depois da chegada dos primeiros imigrantes madeirenses. Mais de dois mil deixaram a Madeira para Trinidad, St. Kitts, Antigua e St. Vincent. Na Trinidad, também maioritariamente católica nessa época, mas onde a liberdade de culto e a tolerância religiosa estavam reconhecidas, a Igreja da Escócia, pequena mas em crescimento, recebeu-os bem. Todavia, não puderam escapar aos seus compatriotas - confrontaram-se com os outros madeirenses que anteriormente se haviam estabelecido na Trinidad e tiveram que lidar com os mesmos preconceitos que pensavam ter deixado para trás na Madeira.

Tal como os seus compatriotas empobrecidos que tinham vindo em busca de uma vida melhor, muitos refugiados presbiterianos chegaram à Trinidad em estado de indigência. Depois de sentirem dificuldades em encontrar emprego - tendo alguns sido forçados a trabalhar sob contrato após a sua chegada -, os presbiterianos também conseguiram empreender uma nova vida começando empresas de pequeno porte.

A primeira loja portuguesa (cujo proprietário se desconhece) abriu em 1846, o ano da chegada tanto dos imigrantes católicos como dos refugiados protestantes. Em geral, parece que os protestantes abriram as melhores lojas, principalmente em Port-of-Spain e Arouca (onde se estabeleceu uma comunidade presbiteriana escocesa), especializadas em fazendas e artigos de drogaria e retrosaria e também lojas de barbeiro, sapateiro, alfaiate, carpinteiro e canteiro e vários outros trabalharam como jardineiros e governantas.9 Os católicos encontraram semelhantes empregos ou como gerentes das lojas nas plantações e nas cidades. Estes espalharam-se por toda a ilha e tornaram-se negociantes de vinhos e de runs e donos de mercearias contíguas às vendas de álcool. As sociedades e as empresas familiares não foram caso raro. Numa tradição de boa vontade e com espírito comunitário, os primeiros portugueses católicos que se estabeleceram como negociantes contrataram sem demora os recém-chegados da Madeira no século XX. Nas lojas portuguesas os recém-chegados, que não podiam falar inglês e portanto não podiam obter trabalho noutro sítio, conseguiram emprego como balconistas. A comunidade no seu todo ganhou fama pela sua capacidade de iniciativa e pelos seus hábitos empreendedores.

 Quanto aos presbiterianos, foram benvindos não só pela comunidade escocesa, como pela imprensa e pelo Governador, Lord Harris. Os seus relatos laudatórios chegaram aos ouvidos de alguns Bermunianos. A emigração Madeirense para as Bermudas pode ter sido um corolário das emigrações Presbiterianas para a Trinidad.10 A emigração não terminou na década de 1840. De facto, em 1853, mais mil emigrantes deixaram a Madeira, desta vez passando ao largo da Trinidad, dirigindo-se directamente para os E.U.A., onde se declaram protestantes. Supõe-se que alguns já haviam ido antes - clandestinamente -, em especial oriundos da aldeia de São Roque.11 Na Trinidad, depois de terem sido ajudados e acolhidos pela comunidade da Igreja Greyfriars na rua Frederick em Port-of-Spain, construíram a sua própria igreja em 1854 sob a liderança do reverendo Henrique Vieira. A igreja foi chamada a «Igreja Escocesa Santa Ana» (por causa de sua localização na esquina da rua da Saint Ann/Santa Ana, hoje a rua Charlotte, com a rua Oxford). Geralmente, foi identificada como a «Igreja Portuguesa» porque a língua portuguesa e as Bíblias e os hinos portugueses ainda se usavam 27 anos depois da chegada dos primeiros refugiados. Para atender às necessidades dos fiéis lusitanos, os pastores escoceses esforçaram-se mesmo por aprender português antes de tomar posse da Igreja Santa Ana. Os católicos portugueses, muito religiosos, com a sua dedicação às suas festas, em particular a da sua padroeira Nossa Senhora do Monte, zombavam dos presbiterianos portugueses e estigmatizaram-nos como «Kalleyistas» ou «Calvinistas». Ao princípio, as relações entre as duas correntes eram tão tensas que se tornaram reprováveis e mesmo proíbidos os casamentos ou a formação de sociedades conjuntas.

Antes da última década do século XIX, a comunidade presbiteriana portuguesa, que em tempos contara com mais de mil pessoas, diminuiu drásticamente, já que quase dois terços optaram por emigrar para o Brasil e para os Estados Unidos, onde se estabeleceram comunidades prósperas de portugueses presbiterianos. Para trás ficaram apenas algumas centenas que decidiram permanecer na Trinidad. Com o passar do tempo e o enfraquecimento da comunidade, as antigas proibições de casamentos entre pessoas das duas facções começaram a afrouxar. As barreiras religiosas foram abolidas através das boas relações nos campos social, dos negócios e do ensino. Os dois grupos acabariam por se unir, em virtude das ligações ancestrais fortes ao nível da língua e da cultura. Os católicos excederam em número os presbiterianos, os quais foram absorvidos pela comunidade católica, da qual faziam parte não só portugueses como também colonos franceses, espanhóis, irlandeses e ingleses.

Depois do «êxodo de 1846» (das primeiras duas vagas), os madeirenses católicos foram chegando aos poucos até meados do século XX. Nos finais do século XIX, a comunidade portuguesa no seu todo contaria com aproximadamente duas mil pessoas. Se bem que os infortúnios económicos não tenham servido mais de catalizador para a emigração no século XX, os madeirenses continuaram a emigrar voluntariamente para a Trinidad em busca de uma melhoria das suas condições de vida. Chegou mesmo a verificar-se a emigração de famílias inteiras e era frequente os madeirenses emigrarem para se reunirem com os familiares que se haviam já instalado na Trinidad, às vezes acompanhados pelas criadas mais apreciadas das suas famílias. São também muitas as histórias de imigrantes jovens que viajaram como passageiros clandestinos durante toda a travessia de várias semanas entre a Madeira e a Trinidad.

Agora, não mais distintos como um grupo étnico, os descendentes dos portugueses assimilaram-se completamente. Os seus antepassados devem ter sido um espetáculo curioso ao desembarcarem em Port-of-Spain, com alguns dos homens usando os seus barretes de vilão e botas típicas da Madeira. Tornaram-se famosos como lojistas de rum, retalhistas e merceeiros, negócios que viriam a transformar em empresas comerciais de grande escala. Ficaram também conhecidos pela sua preferência pelo bacalhau, os caldos e as sopas, o azeite, e sobretudo pela carne em vinha-d‚alhos, o prato de Natal que se tornou no símbolo duradouro da cultura madeirense na Trinidad. O seu amor pela música e pela dança é tanto português quanto próprio da Trinidad. Os dois clubes portugueses em Port-of-Spain são a testemunha duma comunidade outrora viva e unida.

À excepção de muitos apelidos portugueses que continuam a enfeitar as lojas e empresas, ou que polvilham as páginas dos livros de história da Trinidad, e que os descendentes sentem orgulho em referir e descobrir, não restam muitas mais lembranças culturais da comunidade na Trinidad. Apelidos como Camacho, Coelho, Correia, Fernandes, Ferreira, Pereira, Querino, Reis, Ribeiro e Sá Gomes figuram entre os mais notáveis no sector dos negócios, tanto no passado como hoje. São simbolos de uma ascensão surpreendentemente rápida e sem excessivo alarde. A sua eminência é indubitávelmente o resultado duma combinação eficaz de ambição, diligência e perseverança.

A transformação duradoura da situação económica dos portugueses coincide mais ou menos com o seu predomínio - influente se bem que fugaz - no campo literário e político. Houve uma época em que nomes como Cabral, dos Santos, Gomes, Mendes e Netto figuraram nos jornais nacionais. Dois deles, um católico, Albert Maria Gomes e um presbiteriano, Alfred Hubert Mendes, foram pioneiros da literatura das Caraíbas e a sua influência foi mais forte nos anos de 1930, uma década vital para a recente história política da Trinidad. Descendente dos portugueses da segunda geração, Gomes foi muito importante no panorama político como defensor dos mais fracos nas esferas económica, política, religiosa e cultural. Deixou de tal modo a sua marca na política que as suas ideias foram apelidadas de «Gomesocracy». Foi sem dúvida um dos políticos mais activos e polémicos da época da federação antilhana (de língua inglesa). Foi editor do Beacon, uma revista mensal que serviu como forum para diversas perspectivas e opiniões políticas e para a expressão literária. Foi colega do outro produto excepcional da comunidade portuguesa, Alfred Mendes, líder do grupo socialista liberal de escritores provenientes de vários grupos étnicos e de várias áreas disciplinares, e que foi conhecido como o grupo «Beacon» do qual Gomes era também membro. Mendes era um escritor prolífico e o primeiro a ter chamado atenção para a comunidade portuguesa, na sua novela Pitch Lake. Recebeu um Doutoramento honoris causa pela University of the West Indies em reconhecimento pela sua obra literária. Obteve igualmente êxito na sua carreira como funcionário público.

Desde a sua chegada, os portugueses, e depois os seus descendentes, participaram activamente no desenvolvimento económico, social e cultural da Trinidad. Não sendo agricultores, fixaram-se principalmente nas cidades e dedicaram-se ao comércio. Num espaço de tempo notávelmente curto, a comunidade gerou vários filhos eminentes da terra, em desproporção em relação ao seu tamanho relativamente pequeno, e conseguiu-o contra todas as expectativas. Foram muitos os seus contributos para o progresso do seu país adoptivo. Agora fazem parte integrante da população, e embora continuem a não ser numerosos, a sua influência é ampla e encontram-se nas todas as profissões. A maior parte miscigenou-se com outros grupos étnicos (de origem europeia ou não), contribuindo assim para o mosaico que é, irrevogável e inconfundívelmente, a Trinidad.

REFERÊNCIAS

Gregory, Desmond. The Beneficient Usurpers: A History of the British in Madeira. London: Associated University Presses, 1988.

Hyamson, Albert M. The Sephardim of England - A History of the Spanish and Portuguese Jewish Community 1492-1951. London: Methuen and Co. Ltd., 1951.

Moreira, Eduardo. Vidas convergentes: história breve dos movimentos de reforma cristã em Portugal, a partir do século XVIII. Carcavelos: Junta Presbiteriana de cooperação em Portugal, 1958.

Norton, Herman. Record of Facts Concerning the Persecutions at Madeira in 1843 and 1846: The Flight of a Thousand Converts to the West India Islands and also of the Sufferings of Those Who Arrived in the United States. New York: The American and Foreign Christian Union, 1849.

Poage, George Rawlings. "The Coming of the Portuguese," Journal of the Illinois State Historical Society 18(1):101-35 (Avril 1925).

Rogers, Francis Millet. Atlantic Islanders of the Azores and Madeiras. North Quincy, MA: The Christopher Publishing House, 1979.

Testa, Michael Presbyter. O Apóstolo da Madeira (Dr. Robert Reid Kalley). Tradução de Manuel de Sousa Campos. Lisboa: Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, 1963.

AGRADECIMENTOS

Agradecimentos ao meu professor da língua portuguesa, Elias Jorge Rodrigues Siqueira Nunes do Brasil.

ANEXO 1

Anexo 1

List of some early Portuguese Presbyterians in Trinidad

The following is a list of some of the earliest Portuguese Presbyterian refugees in Trinidad. This list gives the names of some members of the St. Ann's Church of Scotland whose contributions to a Patriotic Fund were collected by the Reverend Mr. Henrique Vieira. It was recorded in the Trinidad Royal Gazette (2 May 1855, 9 years after the arrival of the first refugees 1846, and 1 year after the church was built), and republished by C.B. Franklin in 1933.12

Maria de Abreo
Anna d'Andrade
Anna d'Andrade
Antonio d'Andrade
Francisco d'Anrade
Maria d'Andrade
João Baptista
João Baptista
Joaquina Baptista
Johny Baptista
Lucia Batista
Querino Baptista
João Cabral
Maria Carvalha
José da Castra
Antonio Correa
Francisca Correa
Joaquim Correa
Joaquim Correa
Manoel Correa
Francisco de Costa
Marcial da Costa
Maria da Costa
Augusta de Esperança
José Antonio da Esperança
Margarida de Esperança
José Fernandes
José Fernandes
Anna Ferreira
Jezuina Ferreira
Joaquim Ferreira
Ludevina Ferreira
Manoel Ferreira
Maria Ferreira
Antonio de Freitas
Antonio de Freitas
Antonio M. de Freitas
Jetudes de Freitas
Joaquim de Freitas
Marcelino de Freitas
Sebastiano de Freitas
Antonio Franco
Benefacio Gomes
José Gomes
Maria Gomes
Manoel Gonzalves
Manoel Jardim
Fernando Joaquim
Anna Marques
Luiza Marques
Manoel Marques
João Martins
João Martins
Antonio Mendes
Joaquim Mendes
Manoel Mendes
Domingos de Mendonça
João de Mendonça
Manoel Fernandes Neves
Antonio Gomes Nogueira
Francisco Marques Pereira
Antonio Pires
Antonia dos Santos
Francisca dos Santos
Joaquim dos Santos
Antonio da Silva
Jezuina da Silva
Vicente Silveira
Antonio de Sousa
Antonio José Souza
Francisco Souza
Julia de Souza
Margarita de Souza
Manoel José de Sousa
Martinho José de Sousa
Thereza de Souza
Vicente Telles
Manoel Vieira
Maria Vieira
Henrique Vieira
João
Faustino
Antonia Jacinta
Claudino Alexandra
Francisco M.
Maria Francisca
Carolina Roza
João Christina
No Name
no name
No Name
No Name
No Name
No Name
No Name

From Various Individuals

ANEXO 2

List of some of the earliest marriages among the Portuguese Presbyterians13

In the Marriage Register of Greyfriars Presbyterian Church, Port-of-Spain are the following entries:

 On 2nd December 1846:
Joseph Ferreira
Maria Nunes
Witnesses: Joaquim dos Santos Dias, Manoel de Vasconcellos

 On 3rd December, 1846
John Vieira
Maria de Freitas
Witnesses: Joaquim dos Santos Dias, Manoel Freitas Reiz
Officiant: Rev. Alex. Kennedy (2)

On 12th December, 1846
Joseph De Souza
Antonia De Souza (of Santa Cruz)
Witnesses: Manoel de Vasconcellos, Joaquim dos Santos Dias
Officiant: Rev. George Brodie (1)

On 12th April, 1847
Manoel De Corea
Leonarda De Nobriga
Witnesses: Arsenio Nicós da Silva, José Marques Pereira

On 13th April, 1847
João Ferreira
Carlota Corea
Witnesses: Joaquim dos Santos Dias, Antonio Corea

On 19th April, 1847
Candido D'Abreu
Maria Vieyra (at São José, Orange Grove)
Witnesses: José d'Ornellas Vasconcellos, João Rodriguez Figueira

On 23rd April, 1847
Luiz De Crastus
Caralota de Corea
Witnesses: Arsenio Nicós da Silva, Francisco de Freitas
Officiant: Rev. W.H. Hewitson (4)

On 18th February, 1848
José Baptiste
Antonia Marques
Witnesses: Antonio de Freitas, Manoel de Freitas

On 28th March, 1848
José Ferreira Lomelino
Josefa Nunes
Witnesses: Manoel Pires, Manoel Nunes

On 4th July, 1848
Manoel Pires
Antonia da Gama
Witnesses: Manoel Ferreira Lomelino, Nicalao Tolentino Vieira

On 17th July, 1848
Manoel Ferreira
Antonia Baptiste
Witnesses: João Ferreira, Manoel Ferreira Lomelino
Officiant: Rev. Arsenio Nicos da Silva (4)

On 13th June, 1849
Francisco de Ornellas
Perpetua De Mendonça
Witnesses: Manoel Pires, Antonio Joaquim d'Ornellas

On 26th June, 1849
Ignacio Ferreira
...... (Widow)
Witnesses: Manoel Pires, Antonio Joaquim d'Ornellas

On 27th June, 1849
José Rodriguez
Rita Amelia (Minor)
Witnesses: Manoel Pires, Antonio Joaquim d'Ornellas

On 27th June, 1849
Claudino Alexander
Victorína Fernandes
Witnesses: Manoel Pires, Antonio Joaquim d'Ornellas

On 13th July, 1849
Vincente Silveira
Maria Rosal
Witnesses: Manoel Pires, Emilia Candida

On 14th July, 1849
Joaquim de Silva
Emilia de Gama
Witnesses: José Antonio da Esperança
Officiant: Rev. M.J. Gonsalves (6)

ANEXO 3

Some of the first ship-loads of Portuguese refugees and immigrants14

Name of Vessel

Date of Arrival*

Total

Religion

Region of Origin

Watchful

20.7.1834

44

Azores

Senator

9.5.1846

219

Catholic

Madeira

William

16.9.1846

197

Presbyterian

Madeira

Lord Seaton

9.10.1846

200

Catholic

Madeira

Peru

8.11.1846

160

Presbyterian

Madeira

Dalhousie

13.11.1846

216

Presbyterian

Madeira

Dalhousie

9.11.1847

267

Catholic

Madeira

* Note that date format is day.month.year

ANEXO 4

Some twentieth century businesses of Portuguese immigrants15

Maria Teresa Abreu Camacho, nascida em Monte, 1 novembro 1930
Chegou Outubro de 1934 de 4 anos de idade
Filha de Alberto Jesus Abreu e de Maria Angela Asenção Manso de Sousa Abreu
Casada com Alberto Fernandes Camacho de J.J. Ribeiro Ltd.
Doméstica, e agente de seguros e vendedora de produtos industrializados
Abreu e Camacho, 48, Frederick St., P.O.S.
16; est. 1973-1978.

 Abreu, Albert N.
Filho de Alberto Jesus Abreu e de Maria Angela Asenção Manso de Sousa Abreu
Vendedor de produtos industrializados
*
17Abreu Trading Co., 48, Frederick St., depois 9, Edward St., P.O.S.; est. 1978-

 Silvano Affonso, nascido em São Gonçalo, 17 janeiro1891 ou 1892
Chegou 1 agosto 1909 de 17 anos de idade
Filho de José or João Affonso e Guilhermina de Jesus
Casado com Carmelita Rezende, filha de AG Rezende e Mary Estephanie de Freitas (pais de 5 filhos) - Mary Estephanie foi a filha ddo João de Freitas e Inocência de Jesus e irmã da Amélia que casou com Henrique Polycarpo de Souza; AG casou depois com Lilla Joseph Affonso, doméstica, natural da Ilha de São Vincente, British West Indies (pais de 5 filhos)
Comerciante: negociante de vinhos e de álcool e dono de mercearia
Silvano Affonso, 54, St. Vincent St, depois 48, Abercromby St., e depois 76, Edward St., P.O.S.; est. c.1948-c.1964

 Francisco de Andrade, nascido em Monte, 3 abril 1908
Chegou 4 março 1923
Filho de José de Andrade e de Leocádia Nunes Xavier
Comerciante: negociante de vinhos e de álcool
Francisco de Andrade, St. Charles, San Fernando

 Luiz Gomes Biscoito, nascido em Santo António, 3 outubro 1918
Chegou 14 janeiro 1937 de 19 anos de idade
Filho de Daniel Gomes Biscoito e de Eduarda Joaquim Gomes
Casado em 4 junho1942 com Manuela Casilda Biscoito, natural de P.O.S., e nascida oito do mes de Abril de 1923
Empregado comercial (gerente); comerciante: dono de mercearia
The Black Lion Bar, Charlotte St., P.O.S ., de George Cabral
Low Budget Super Market Ltd., SE Cor. (112) Edward & Oxford Sts,, P.O.S.; est. 1958-1977?

 Manuel ("Whitey") Fernandes Camacho, nascido em Santo António, 5 março 1890
Chegou 27 abril 1903 de 13 anos de idade
Filho de Manuel Fernandes Camacho e de Alexandrina Rosa Camacho
Comerciante e proprietário: dono de mercearia
El Dorado Grocery, NE Cor (72) Woodford & Warner Sts., Newtown, P.O.S.
Picton Grocery, Picton St., P.O.S., est. c.1931-1966?

 João Fernandes Camacho, nascido em Santo António, 28 setembro1895
Filho de Manuel Fernandes Camacho e de Alexandrina Rosa Camacho
Casado com Agnes Camacho
Comerciante
*Camacho Bros. Ltd., 11-13 Broadway, P.O.S., est. 1931-

 Luiz Fernandes Camacho, nascido em Santo António, 23 maio 1897
Chegou 22 março 1912
Filho de Manuel Fernandes Camacho e de Alexandrina Rosa Camacho
Casado com Hilda Pereira Camacho, e pai de Maria da Gloria
Comerciante
*Camacho Bros. Ltd., 11-13 Broadway, P.O.S., est. 1931-

 Júlio Pereira Camacho, nascido em Santo António, 7 outubro 1918
Chegou 31 maio 1934 de 16 anos de idade
Filho de Manuel Pereira Camacho e de Candida Fernandes Camacho
Casado em 20 junho 1942 com Rita Camacho, natural de Trinidad, e pai de Maria Amelia Camacho, e de Carlos Manuel Camacho
Empregado comercial; comerciante: dono de mercearia
36, Observatory St., P.O.S. e 3 outros, est. c.1955-1977.

José Pereira Camacho, nascido em Santo António, 4 junho 1923
Chegou 17 março 1939 de 16 anos de idade
Filho de Manuel Pereira Camacho e de Candida Fernandes Camacho (também conhecida por Candida Pereira Camacho)
Casado com Maria Alda Fernanda Jardim Camacho, filha de Augusto Gomes Jardim e Luiza da Conceição Rodrigues Jardim
Empregado comercial; comerciante: dono de mercearia
Camacho Supermarkets, NE Cor. Luis St. & (60) Ariapita Ave., Woodbrook, P.O.S., e outros em Woodbrook, est. c.1955-1977

 Manuel Fernandes Camacho Jr., nascido em São Martinho, 13 janeiro 1887
Chegou 03 março 1904 de 17 anos de idade
Filho de Manuel Fernandes Camacho e de Maria Carlota de Freitas Camacho
Cônsul Honorário de Portugal, comerciante e proprietário: negociante de vinhos e de álcool, dono de mercearia, e vendedor de produtos industrializados
J.J. Ribeiro Ltd., com Robert de Freitas, J.C.A. Macedo e J.F. Xavier, est.1948-?
First and Last Bar, East Dry River e 21 outros, est. c.1948-?

 Abel Cardoso, nascido em Santa Cruz, 12 abril 1916
Chegou 28 abril 1939 de 23 anos de idade (retornado)
Filho de José Valetim Cardoso e de Silvana Rosa de Jesus
Comerciante: dono de mercearia
Abel Cardoso, 4A, Western Main Road, St. James, P.O.S.; est. c.1941-c.1961

 Manuel Carvalho, nascido em Monte, 17 julho 1923
Chegou 10 fevereiro1939 de16 anos de idade
Filho de Eduardo de Carvalho e Maria Batista de Carvalho
Empregado comercial; comerciante: retalhista de vinhos e de álcool, e fabricante de gelados (Alaska Ice-Cream)
Manuel Carvalho, 73 Ariapita Avenue, Woodbrook, P.O.S.; Fabien's Barracks, Cor. Edward & Park Sts., P.O.S. e Luis St., P.O.S., e Flintstones, St. James, P.O.S., est. 1966
*Alaska Dairies and Bar, SE Cor. (73) Ariapita Ave. & , Woodbrook, P.O.S., agora Elizabeth Carvalho
*Green Corner, P.O.S.
*Carvalho's Ice-Cream Factory, Cor. 34 Alfredo St. e Ariapita Avenue, P.O.S., agora Margaret Carvalho Roberts

 Manuel Carvalho, nascido em Bom Successo, Santa Maria Maior, 18 fevereiro 1902 ou 29 fevereiro 1904
Chegou 28 outubro 1922 de 20 anos de idade
Filho de Manuel de Carvalho e de Maria de Jesus
Casado com Maria Humbertina Ximenes Carvalho, doméstica, b. Sé, 1913, filha de Humberto Paseral Ximenes e de Gabriela de Abreu Ximenes, e pai de Eugenia Carvalho, Teresa Carvalho e Maria Humbertina Carvalho
Empregado comercial; comerciante: retalhista de vinhos e de álcool, e fabricante de gelados (Carvalho's Ice-Cream)
*Queen's Park Café, SE Cor. Queen's Park East & Belmont Circular Rd., P.O.S., agora Philip Carvalho

 João de Castro, nascido em São Roque, 30 outubro 1878
Filho de João de Castro e de Maria de Castro
Padeiro
High St., San Fernando, est. c.1908-1920

 João Vieira Coelho, nascido em Santa Cruz, 25 abril 1897
Chegou 18 junho 1931 de 34 anos de idade
Filho de Leandro Vieira Coelho e de Maria Joaquim
Casado com Maria de Vasconcelos Nunes Pombo Coelho
Comerciante: retalhista de vinhos e de álcool, fabricante de rum (Army e Navy), padeiro, e fabricante de massa
Restoration Bar, 45, Prince St., P.O.S.; e outros em Charlotte St., P.O.S., e em San Fernando
Victoria Bar, Cor. Queen & St. Vincent Sts., P.O.S.
Belle Eau Road Bakery, 57, Belle Eau Road, Belmont, P.O.S., est. c.1931
Coelho & Co., 57-61, Charlotte St., P.O.S. (1942), Coelho & Sons Baking Co. Ltd., 41-45, Prince St., and Charlotte St., P.O.S (1962), *Coelho Baking Industries, Lange Park, Chaguanas (-1989); agora na família Bermúdez

João Gonsalves Farinha, nascido em Câmara de Lobos, 18 março 1876
Chegou 1890 de 14 anos de idade
Filho de Manuel Gonsalves Farinha e de Alexandra Farinha
Comerciante e proprietário
Cross Crossing, San Fernando

Manuel Fernandes, nascido em Santa Maria Maior, 10 fevereiro 1853
Chegou 1880
Filho de José Fernandes e Francisca Fernandes
Casado com Sabina Fernandes, nascida em 1851
Comerciante: retalhista e atacadista de álcool
Manoel Fernandes & Son, 25, Henry St., P.O.S., est. c.1890-1919

José Gregorio Fernandes, nascido em São Gonçalo, 13 fevereiro 1876
Chegou 8 novembro 1914
Filho de Manuel Fernandes e Sabina Fernandes, e pai de Joseph Bento e outros
Retalhista de álcool, construção, agência de automoveis
Fernandes & Co., Cor. (27) Henry & Queen Sts., P.O.S., est. 1920-1930 (hoje
*Fernandes Distillers)

Romano Ramos Fernandes, nascido em São Martinho, 18 janeiro 1893
Chegou 15 janeiro 1929 de 36 anos de idade
Filho de Julio Fernandes e de Joana Augusta Fernandes
Casado com Maria do Ó Ramos
Iindustrial; proprietário: fabricante de telhas
*Trinidad Concrete Products Ltd. (Tricon), Aranguez Estate, San Juan, depois, 2, Henry St., P.O.S. e 15 Richmond St., P.O.S.; est. 1929-

Silvano Ferreira, nascido em São Roque, 7 julho 1875
Filho de José Ferreira e Carlota de Incarnação Ferreira
Casado com Arcenia Maria Gomes, natural de Trinidad, e pai de Silvano, Gloria e
Ignatius Ferreira
Comerciante: retalhista de álcool e dono de mercearia
Cor. Caroni Savannah Rd. & Chaguanas Main Rd., Chaguanas; est. c.1920-1941

João Norberto de Freitas, nascido em Calheta, 6 junho 1877
Chegou 2 abril 1924
Filho de Cesar de Freitas e Maria Adelaide de Freitas
Comerciante: fabricante de refrigerantes
J.N. de Freitas, 31, Henry St., P.O.S., est. c.1915-1938

José Francisco de Freitas , nascido em Santa Cruz, 2 outubro 1907
Chegou 1932
Filho de João Francisco de Freitas e de Eugenia Amelia Batista
Casado com Filomena Farinha de Freitas, e pai de Lionel, Eleutel, José, Aldura, Chilha, Doris, Veronica, Cedonia, e de Francisco
Padeiro
Crown Bakery; Crown Bakeries Ltd., 101, Charlotte St., P.O.S. e St. James Bakery, 21, Nizam St., St. James, est. 1932-?

Ernesto Gomes, nascido em São Gonçalo em 1905
Chegou 1919 de 14 anos de idade
Filho de Manuel Gomes e de Julia de Jesus
Comerciante e proprietário: retalhista de álcool
Standard Bar, Usine Ste. Madeleine
Sunset Bar, Lord & Coffee Sts., San Fernando, est. c.1940s-1950s

Manoel Gomes, nascido em São Gonçalo, c.7 janeiro 1889 ou 1894
Chegou 3 agosto 1921
Filho de Manuel Gomes e de Carolina de Jesus
Retalhista de vinhos e de álcool
St. John's Village, San Fernando, est. c.1940-1950s

Adelia Gomes Rodrigues Gomes, nascida em Portugal
Dona de restaurante
*Gomes Sunrise Portuguese Restaurant, Lower Milford Road, Scarborough; est. 1958-

Manoel Gonsalves, nascido em São Roque, 1896
Retalhista de vinhos
*Brooklyn Bar, SE Cor. Carlos & Roberts Sts., Woodbrook, P.O.S.
Golden Gate Bar, Cor. Duke & Charlotte Sts., P.O.S., e um outro em Cipriani Boulevard, Newtown, P.O.S.

João Gonsalves Junior, nascido em Santa Maria Maior, 17 maio 1877
Chegou 16 julho 1897
Filho de João Gonsalves e de Maria Julia Gonsalves
Casado com Maria Rosa Mendonça Gonsalves
Comerciante: negociante de fazendas e artigos de armarinho (bordados, vimes e argente)
Madeira House, NE Cor. Queen & St. Vincent Sts., P.O.S., est. c.1927-c.1940

António Rodrigues Gouveia, nascido em São Roque, 13 junho 1880
Chegada 1897 de 17 anos de idade
Filho de José Rodrigues Gouveia e de Narcisa Augusta Rodrigues Gouveia
Casado com Maria Gomes Jardine Gouveia, filha de António Gomes Jardine e de Herminia Gomes Jardine, doméstica
Comerciante: negociante de vinhos e de álcool, e bomba de gasolina
A.R. Gouveia, Tunapuna

João Rodrigues Gouveia, nascido em São Roque, 5 março 1886
Chegou 29 julho 1903 de 17 anos de idade
Filho de José Luiz Rodrigues Gouveia e de Narsiza Augusta Rodrigues Gouveia
Casado com Maria da Conceição, e pai de Bella (1914), António (1915), João (1916), Ferdinand (1927), Carmelita (1928), Lourdes (1932), e Selina (1933)
Comerciante: dono de mercearia, retalhista de mantimentos, retalhista de álcool, revendedor de selos, bomba de gasolina, e government contractor
J.R. Gouveia, Duke St., P.O.S.; 3 lojas retalhistas em Curepe e Eros Cinema; est. c.1904-1970

José Gomes Garanito, nascido em Santo António, 4 outubro 1878
Chegou 1922
Filho de João Gomes Garanito e de Virginia Gomes Garanito
Casado com Georgina Amelia Garanito
Retalhista e atacadista de vinhos e de álcool, fabricante de rum, dono de mercearia, negociante de mantimentos e productos agrícolas, negociante de fazendas e artigos de armarinho (vimes da Madeira), e agente de seguros, etc., com J.G. Henriques
J.G. Henriques & Co. Ltd., 5, Henry St. (1918); depois 60, South Quay, P.O.S., e 2, Broadway and South Quay, P.O.S.
Broadway Bar, South Quay, P.O.S.; est. 1911-1977

José Gomes Henriques, nascido em São Martinho, 1887
Retalhista e atacadista de vinhos e de álcool, fabricante de rum, dono de mercearia, negociante de mantimentos e productos agrícolas, negociante de fazendas e artigos de armarinho (trabalhos de vime da Madeira), e agente de seguros, etc., com J.G. Garanito
J.G. Henriques & Co. Ltd., 5, Henry St. (1918); depois 60, South Quay, P.O.S., e 2, Broadway and South Quay, P.O.S.
Broadway Bar, South Quay, P.O.S.; est. 1911-1977

Joaquim Gomes Jardim, nascido em Santo António, 2 fevereiro 1892
Chegou 1904 de 12 anos de idade
Filho de João Gomes Jardim e de Rosa Gomes Jardim
Casado com Aurora de Sousa Jardim
Comerciante e proprietário: retalhista de álcool, St. Joseph (2 lojas); Caura Royal Road, El Dorado; est. c.1930s-1954

Albino João, nascido em São Roque, 16 abril 1898
Chegou 14 novembro 1921
Filho de Francisco João e de Maria João
Avô do
Gene Samuel, cyclista famoso em Trinidad & Tobago
Comerciante: retalhista de álcool, La Pique Rd., San Fernando, est. c.1930s-1950s

Theodoro Maria da Conceição Lourenço, nascido em Sé, 5 março 1886
Chegou 1914 de 28 anos de idade
Filho de Pedro José Lourenço e de Cristina Augusta Ferreira
Comerciante e proprietário: fabricante de vinhos, retalhista e atacadista de álcool
El Gallo Establishment, 17, Nelson St., P.O.S.
Piccadilly Central Bar, est. c.1930-1969

Henrique da Luz, nascido em Santa Maria Maior, 2 abril 1894
Chegou 22 junho1910
Filho de José da Luz e Maria da Luz
Comerciante: retalhista de álcool, dono de hotel, gerente de comercios de M.A. Silva
La Petite Glacière Bar, 9, Chacon St., P.O.S., est. 1927-?

João Cesar d'Abreu Macedo, nascido em Sé, 1870
Comerciante: retalhista e atacadista de vinhos e de álcool; fotógrapho (1904-1905)
J.C.A. Macedo, 46, Charlotte St., P.O.S., est. c.1904-1931

Joaquim Magalhães, nascido em Peso da Regua, Portugal
Chegou 23 outubro1900
Filho de António Maria Magalhães e Amélia Carneiro Magalhães
Comerciante: dono de mercearia; fabricante de refrigerantes
St. Croix Corner; High St., Princes Town, est. c.1913-1924

João Mendes, nascido em Sitio da Ponte Bugia Lingerão, Arco da Calheta, Ponta de Sol, 16 agosto 1886
Chegou 15 abril 1914 de 28 anos de idade
Filho de Francisco Mendes e Virginia de Jesus Mendes
Pai do
John (Auxiliary Bishop of Port of Spain), Anthony, Manuel, Joseph, Arnold, Theresa, Carmina, Philomena, Cecilia (mãe da Debra O'Connor, jogador nacional de badminton) e Bernadette
Comerciante: dono de mercearia
Siparia High St., Siparia

Martinho de Mendonça, nascido em Santa Cruz, 27 outubro 1900
Chegou 15 junho 1939
Filho de António de Mendonça e Rosa Batista
Padeiro
Mendonça's, 50, Park St., P.O.S.

Jacinto Fiel Nunes, nascido em Monte, 24 abril 1886
Chegou 12 fevereiro 1912
Filho de Jacinto Nunes e de Ludovina Nunes
Casado com Olinda A. Nunes, e pai de Arlindo, Luez do Rosario, Angelo e Maria Julieta
Comerciante: negociante de mantimentos e productos agrícolas, retalhista de vinhos, negociante de madeira, fabricante de refrigerantes, bombas de gasolina e dono de cavalo de corridas
J.F. Nunes, 13, Queen St., e 2, Guanapo St., Arima
La India Bar, est. c.1919-1945

José João Pereira, nascido em Caniço, Santa Cruz, 17 dezembro 1916 (falecido 15 de setembro de 2011)
Chegou 8 fevereiro 1939 de 23 anos de idade
Filho de José Pereira e de Carlota de Jesus
Casado com Melcia Lee, natural de Trinidad
Comerciante: dono de mercearia
J.P. Supermarket, 4A, Western Main Rd., St. James, P.O.S.; est. 1961-1980

José Miguel Pereira, nascido em (Nossa Senhora do) Monte, 9 maio 1878
Chegou 22 julho 1895
Filho de Augusto Pereira, e Rosalina Martins Pereira
Comerciante e proprietário: negociante de madeira, negociante de mantimentos e productos agrícolas fabricante de refrigerantes, confeiteiro
J.M. Pereira, 13, Queen St. and Broadway, Arima
Horseshoe Bar Arima; est. c.1908-1938

Silvestre Severiano Nunes Pereira, nascido em Campanário, 31 dezembro1876
Chegou 1897
Filho de Manuel Luis Pereira e de Isabel Nunes Pereira
Casado com Eulalia Pereira, e pai de Baldwin e Rita
Industrial: confeiteiro, fabricante de chocolate e de massa
S.S.N. Pereira Ltd. (Pereira's Sweets), Colonial Factory, 68, Prince St., P.O.S.; est. c.1921-1977

Francisco Pestana, nascido em Estreito de Câmara de Lobos, 26 novembro1885
Chegou 27 setembro1905
Filho de Francisco Pestana e de Josefa Joaquinha
Casado com Maria Mónica Reis Pestana, e pai de Lourenço, Andrieta e Adriana
Comerciante e proprietário: retalhista de álcool, dono de mercearia, NW Cor. King & Abercromby Sts., St. Joseph

Maria Mónica Reis Pestana, nascida em Sitio da Romeiras, Estreito de Câmara de Lobos, 16 julho1902
Chegou 25 julho 1921 de 19 anos de idade
Filha de Manuel Pestana e Maria da Incarnação
Casada com Francisco Pestana, e mãe de Lourenço, Andrieta e Adriana
Doméstica e comerciante: negociante de mantimentos, dono de mercearia, florista, serviço de táxi

João Quintal, nascido em São Roque, 22 junho 1872
Chegou julho 1892 de 20 anos de idade
Filho de João Quintal e Maria Rosa Quintal
Comerciante: retalhista de álcool, padeiro, dono de hotel
Black Cat Bar, High St., San Fernando, e 4 outros; Coffee St. (padaria); est. c.1910-?

António dos Ramos, nascido em São Roque, 25 março ou 3 dezembro 1898
Chegou outubro 1929
Filho de José dos Ramos e Guilhermina Augusta de Jesus dos Ramos
Comerciante: retalhista de álcool, dono de mercearia
Horseshoe Establishment, 19a, Broadway, Arima; est. c.1940-1964

José Fernandes Reis
Comerciante: dono de mercearia (1905), farmacista (1907-1914); revendedor de selos (1901); retalhista e atacadista de vinhos e de álcool (1915-1931); retalhista e atacadista de mantimentos, comissário, e fabricante de refrigerantes (1915)
J.F. Reis & Co., Marine Sq. & Charlotte St., P.O.S.
New York Grocery, 31, King St./Marine Sq., P.O.S.
New York Pharmacy, 31, King St./Marine Sq. and Charlotte St. (1911)
Grocery, Charlotte St.
22, Marine Square, 25, Henry St. (álcool)
The Exchange Bar, Cor. Nelson St. & Marine Sq., P.O.S.
La India Bar, Cor. Duke & Frederick Sts., P.O.S.
Rising Sun Bar, Cor. Queen & (25) Charlotte Sts., P.O.S.; est. c.1895?-1916

António Gonsalves Rezende, nascido em São Martinho do Porto, Portugal, 14 fevereiro 1866
Chegou 1880
Filho de Manuel Rezende e de Catherine do Rozario Rezende
Casado com Mary Estephanie de Freitas (pais de 6 filhos), e depois com Elisa/Ilisa Jeronimo Rezende (pais de 2 filhos)
Comerciante: fabricante de refrigerantes
A.G. Rezende, 9, Tragarete Rd., P.O.S., est. c.1925-1941

Eduardo de Sá Gomes, nascido em São Pedro, 17 março 1893
Chegou 1916
Filho de Francisco Gomes Junior e de Alcina Brigida de Sá Gomes
Gerente comercial; comerciante: negociante de fazendas e artigos de armarinho (até 1955); móveis (1950s-1960s); vendedor de rádios, televisões, e discos de calypso, etc.
Sá Gomes Radio Emporiums, Park St., e depois 66, Frederick St., depois 44, Marine Sq., P.O.S., e 2 em Coffee St., San Fernando, 1 em Curepe e 1 em Scarborough; Sá Gomes Ltd. (1958), e hoje, *Sá Gomes Music Ltd. (1989), 1 Taylor St., Woodbrook, P.O.S.; est. 1927-

Bento José dos Santos, nascido em Funchal
Filho de Bento José dos Santos e M.J. dos Santos
Comerciante: negociante de mantimentos
B.J. Dos Santos, 2, Broadway, P.O.S.; est. c.1914-1921

José Joaquim Serpa
Comerciante: negociante de mantimentos
Queen St. and Broadway, Arima
Jubilee Bar, Tragarete Road, P.O.S., est. c.1914-?

António Pereira Serrão, nascido em Estreito da Calheta, 4 dezembro 1911
Chegou 31 julho1928 de 17 anos de idade
Filho de Francisco José Pereira Serrão e de Maria Bemvinda França Serrão
Comerciante: retalhista de álcool, negociante de fazendas e artigos de armarinho; dono de mercearia; dono de restaurantes
New York Restaurant, Cor. Lord & Mucurapo Sts., San Fernando
Monaco Restaurant, San Fernando

Candido Cesar da Silva, nascido em São Roque, 3 outubro 1890
Chegou 20 novembro 1914
Filho de António Joaquim da Silva e Maria Izabel da Silva
Comerciante: retalhista de álcool
Black Cat Bar, High St., San Fernando; est. c.1931-1938

J[osé].C. da Silva, nascido em São Roque, 6 agosto 1881
Filho de António Joaquim da Silva e Maria Izabel da Silva
Comerciante: retalhista de álcool
J.C. da Silva, Mucurapo St., San Fernando; est. c.1920-1945

Manuel Augusto da Silva, nascido em São Roque, 16 abril 1884
Chegou 1903 de 19 anos de idade; retornado
Filho de António Joaquim da Silva e Maria Izabel da Silva
Casado com Margarida da Silva, e pai de Carmina, António, Martha, Angela, e Margarida
Comerciante: fabricante de vinho Mimosa Madeira Wine, aguardente de cerisas, e de Silva's Aromatic Bitters; retalhista e atacadista de vinhos e de álcool
Coronation (1908)
The Black Cat Bar (1912), NE Cor. Henry & Queen Sts., P.O.S.
Empire Bar, Cor. Henry & Prince Sts., P.O.S.;
Red Flag Establishment, George St., P.O.S.; (1909-1967), 73 Queen St, P.O.S. Est. c.1912-1967

Manuel Joaquim da Silva, nascido em São Roque, 4 dezembro 1865
Chegou 26 setembro 1879?
Filho de João da Silva e Josepha Adelaide da Silva
Comerciante: retalhista e atacadista de mantimentos e productos agrícolas; retalhista e atacadista de vinhos e de álcool
Crown Bar, 1, Broadway and 62, South Quay, P.O.S., Almond Walk/Broadway; 62, South Quay, P.O.S. (1908), est. c.1905-1913

João Soares, nascido em São Gonçalo, 29 abril 1889
Chegou 1909 de 20 anos de idade
Filho de José Soares e de Maria de Jesus
Casado com Mabel Soares, natural de Trinidad, e pai de Janice e Noel Suares
Comerciante: retalhista de álcool; dono de mercearia; est. c.1962-
*Suares Supermarket, Diego Martin

Luis de Sousa, nascido em Santa Cruz, 16 novembro 1921
Chegou 16 maio 1946
Filho de Hilario de Sousa e Maria de Freitas
Casado com Maria Elisa da Ressuraição Sousa, filha de Manuel Mascimiario Escorcio e Maria Ema de Jesus Escorcio, natural de Santa Cruz, nascida março 1921, doméstica
Empregado comercial; comerciante: dono de mercearia; retalhista de vinhos e de cerveja, NW Cor. Edward & Queen Sts., P.O.S.; est. -1994.

Henrique Rodrigues de Souza, nascido em São Roque, 15 ou 27 julho 1895
Chegou setembro 1908 de 23 anos de idade
Filho de José Rodrigues de Souza e de (Luiza) Maria de Jesus
Casado com Lucy Rodrigues de Souza, natural de P.O.S., e nascida 6 outubro 1897, doméstica, e pai de Jacintho R. de Souza, e outros
Comerciante: padeiro; fabricante de refrigerantes; dono de mercearia; retalhista de álcool
2 lojas de álcool e mercearias em Chaguanas e 1 em Caripachaima
White Eagle Bar and Grocery, 97 Western Main Road, St. James, P.O.S., est. c.1910s-1930s

Manuel (Vasconcellos) de Souza, nascido em Machico, 1874
Filho de Luiz e Paulina Rosa de Souza
Casado com Mary Eugenia Sabino, natural de Trinidad, e pai de Maria Eustacia (avó paterna da
autora), Raymond, Isabel, Leo e Camilla
Empregado comercial; comerciante: retalhista de álcool
Diamond Bar, Market Sq., Scarborough, e outros, est. c.1921-c.1925

José Romano Teixeira, nascido em Santa Cruz, 20 dezembro 1908 ou 1909
Chegou 7 setembro 1928 de 19 anos de idade
Filho de José Romano Teixeira e de Maria de Jesus Gonsalves
Pai de Mathilda, Odette, Patricia, Anne e outros
Comerciante: retalhista de álcool; dono de mercearia; vendedor de ferragens
Teixeira's Grocery, St. Ann's Rd. e Cascade Rd., St. Ann's
Maraval Grocery and Bar, Morne Coco Rd./Saddle Rd., Maraval; est. pre-1924-1964

Jacinto Francisco Xavier, nascido em São Roque, 22 setembro 1875
Chegou 1922
Filho de José Francisco Xavier e de Joaquina Xavier)
Casado com Elizabeth Xavier, natural de Trinidad
Proprietário e comerciante: retalhista e atacadista de álcool; dono de mercearia
J.F. Xavier, Queen St., P.O.S.
The Green Coconut Tree Bar, 113, Queen St., P.O.S.
Couva, est. c.1920-1933

António Nunes Xavier, nascido em Monte, 14 agosto 1910
Filho de Manuel Nunes Xavier e de Joaquina dos Santos Xavier
Comerciante
Fyzabad

Manoel Nunes Xavier Jnr., nascido em Monte, 1900
Chegou c.1916
Filho de Manuel Nunes Xavier e de Joaquina dos Santos Xavier
Casada com Theresa de Oliveira, e pai de Antero, Joan, Philip, Anthony, Martin, Vivienne, Mary e Jude
Comerciante: retalhista de álcool; dono de mercearia; negociante de fazendas e artigos de armarinho
Tiger Cat Establishment, 55, Naparima-Mayaro Rd., Cocoyea (Corinth Junction), San Fernando; est. c.1930s-1969

Outros comerciantes portugueses ou de origem portuguesa bem-conhecidos:

George Cabral
Henry Alexander de Freitas
H.N. Govia
Gregorios
Albert Mendes
Alfred Mendes
Francis Mendes
Charles Gomes Netto
A.L. Pereira
A.M. Querino
Joaquim Ribeiro
J.O. Rodriguez
António Serrão
A.G. de Silva

FOOTNOTES

1 This article is a revision and a translation of the author's article "The Portuguese of Trinidad." That earlier article was published in The Book of Trinidad, edited by Gerard Besson and Bridget Brereton (Port-of-Spain: Paria Publishing Co. Ltd., 1991: 263-269). Appendix 4, however, does not appear in that earlier article.
2 Hyamson 1951: 154
3 Norton 1849: 185
4 Moreira 1958: 16
5 Segundo Testa (1963: 11) «ficara encantado com a beleza espectacular da ilha e com a clima salubérrimo daquela «Pérola do Atlântico»»
6 Testa 1963: 33
7 Testa 1963: 61
8 Testa 1963: 62
9 Testa 1963: 68
10 Rogers 1979:135
11 Gregory 1988:100
12 Franklin, C.B. "An 87-year Reminiscence: Flight of the Portuguese from Madeira in 1846." An address delivered at St. Ann's Church of Scotland, Port-of-Spain, 17th September 1933.
13 Franklin 1933
14 Source: Ferreira, Jo-Anne S. The Portuguese of Trinidad Trinidad and Tobago Tobago: Portrait of an Ethnic Minority. St. Augustine: Institute of Social and Economic Research, 1994
15 This is a preliminary list and does not claim to be complete.
16 P.O.S. Port of Spain, a capital de Trinidad e Tobago - the capital of Trinidad and Tobago
17* = still existing up to 1996

Thanks to Chellsy Brereton for updates on the AG Rezende and Silvano Affonso entries, 17 June 2013. Chellsy is a granddaughter of Vilma de Souza Brereton, who was the daughter of Clarita Rivas and Louis de Souza, son of Amélia and Henrique Polycarpo de Souza, and nephew of Mary Estephanie de Souza Rezende.

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